Popeye é um personagem clássico dos quadrinhos, criado por Elzie Crisler Segar em 17 de janeiro de 1929, na tira de jornal Thimble Theatre, em 1933, foi adaptado em uma série de curta-metragens de animação pela Fleischer Studios e posteriormente pelo Famous Studios para Paramount Pictures que durou até 1957. Estes curtas são agora propriedade da Turner Entertainment, uma subsidiária da Time Warner, e são distribuídos pela sua empresa irmã, a Warner Bros. Entertainment.
Após a morte de Segar em 1938, a tira foi continuada por vários roteiristas e ilustradores, o mais notório deles é Bud Sagendorf, ex-assistente de Segar.
Ao longo dos anos, Popeye também apareceu em revistas quadrinhos, desenhos para animados da televisão, videogames, e um filme live-action de 1980 dirigido por Robert Altman, estrelado pelo comediante Robin Williams como Popeye.
Em 2002, Popeye aparece na vigésima posição da lista “50 grandes personagens dos desenhos animados de todos os tempos” do TV Guide.




Popeye é um marinheiro carismático que está sempre tentando proteger sua namorada, Olívia Palito (em inglês Olive Oyl, e pronuncia-se: “Ólev Oiu”), das garras de seu eterno inimigo, Brutus (em inglês Bluto).
Quando come espinafre, Popeye fica muito mais forte e confiante, podendo vencer qualquer desafio. O personagem estreou em 1929 na tira Thimble Theatre.
O marinheiro Popeye tem como suas principais características, seu uniforme de marinheiro (que era de cor escura na década de 1930, mudando mais tarde para branco no final dos anos 40, e durante os anos 50 e anos 60, como são os uniformes da Marinha); possui duas tatuagens de âncoras nos dois braços, e está sempre com um cachimbo feito de sabugo de milho, por causa disso ele só fala com um dos cantos da boca, enquanto segura o cachimbo com o outro canto do outro lado do nariz. Tem a cara meio deformada, sempre com um olho fechado, e um protuberante queixo partido ao meio. Em suas primeiras aparições não era careca, possuía vários fios de cabelo despenteados em baixo do quepe de marinheiro, que com as mudanças no design do personagem durante os anos, foram sendo reduzidos para apenas três ou dois fios.
Diferente do que muitos pensam, o personagem não apresenta uma idade tão avançada, mas tem apenas um “rosto deformado”, pois ele nunca foi mostrado em seus desenhos tendo a idade de um homem velho. Em um curta-metragem de 1953 chamado “Popeye, the Ace of Space”, é revelado que o personagem tem na verdade 40 anos; em Popeye o Filme de 1980 (que traz Robin Williams no papel principal), o marinheiro é descrito com cerca de 30 anos. Curiosamente no site oficial popeye.com, as idades dos personagens são descritas desta forma: Popeye tem 34 anos, Olívia tem 29, e Brutus 36.
Por causa de sua superforça, Popeye é descrito como um precursor dos super-heróis que dominariam o mercado americano de quadrinhos.
Elzie Crisler Segar - Criador do Popeye
O nome
O significado do seu nome (pop eye) é “olho estourado”, ou também “olho arrebentado” “saltado” ou “arrancado”, ele é chamado assim pelo fato de ser um marinheiro caolho. “Pop eye” quer dizer: “pop” = estouro ou saltar / arrancar, “eye” = olho, parecido um pouco com a palavra pipoca que é “popcorn” em inglês: “pop” = estouro, “corn” = milho, “milho estourado”.
Um fato curioso é que nas animações do início dos anos 30 Popeye era mesmo caolho, e não possuía o seu olho direito, mas em meados dos anos 40 essa característica foi tirada da personagem e ele passou apenas a ficar com um dos olhos fechados, sempre trocando de um para o outro, e às vezes mantendo os dois olhos abertos.
A inspiração
O criador de Popeye, Elzie Segar contou, anos depois, que a inspiração para o personagem, veio de um homem que ele conheceu quando criança, em Chester, Illinois, chamado Frank “Rocky” Fiegel. Aposentado, Frank era pago para manter limpo o bar local. Vivia com o olho direito meio fechado, fumava cachimbo e mentia muito. Não parava de contar aventuras imaginárias, gabando-se das proezas de sua força física, garantindo que nunca tinha perdido uma briga. Suas histórias e a maneira de proceder mexeram com a imaginação do garoto Elzie que, quando teve oportunidade, colocou Fiegel em cena, transfigurado em Popeye.
Dudu e Olívia também foram baseados em pessoas reais que Elzie Segar conheceu. O Dudu foi inspirado em “J. William Schuchert”. Ele lembrava fisicamente o personagem, e também tinha um gosto por hambúrgueres. Olívia Palito foi inspirada em “Dora Paskel”. Ela era a dona de um armazém geral em Chester. Ela era alta, magra e usava o cabelo bem enrolado em um “coque”. Ela também é descrita a se vestir da mesma forma que Olívia, usando sapatos de botões que eram populares naquela época.






Popeye surgiu em 1929 nas tiras de quadrinhos “Thimble Theatre” (“Teatro em Miniatura”) de Elzie Crisler Segar no “New York Journal”. Em uma história publicada em 17 de janeiro de 1929, o irmão da Olívia, Castor Palito estava voltando de uma viagem de navio em busca de Bernice, uma lendária galinha mágica, que emitia o ruído “whiffle” (e por isso era chamada de Galinha Whiffle"), que podia dar força e invulnerabilidade a qualquer um que esfregasse suas penas. Castor então resolve contratar mais um marinheiro para a sua tripulação, ele chega em um cais, e pergunta a um homem com uniforme de marinheiro: “Ei você aí! Você é um marinheiro?” e ele o responde: “Você achou que eu fosse um cowboy?!”.
Antes de Popeye aparecer nos quadrinhos, a tira estreou em 19 de dezembro de 1919 e era focada Família Oyl (Palito no Brasil), o irmão da Olívia, Castor, e os pais Cole e Nana; outro que também tinha suas próprias tiras, era o comedor de hambúrgueres Dudu. A Olívia tinha outro namorado antes da chegada de Popeye, ele se chamava Ham Gravy. À medida que o tempo passou, Ham Gravy foi substituído pelo Popeye, que se tornou o novo namorado da Olívia. Com a inclusão de Popeye, as histórias mudaram de título, passando a se chamar “Thimble Theatre: Starring Popeye the Sailor”.
No entanto Segar não pode aproveitar muito o sucesso de seu personagem, pois ele morreu em 13 de outubro de 1938, aos 43 anos de idade, vítima de leucemia. Doc Winner substituí Segar por vários meses, conseguindo se ajustar ao estilo, mas com dificuldades para desenhar Eugene. No início de 1939, Tom Sims se torna o roteirista da tira, em seguida, no meio do ano, a King Features escala o desenhista Bela Zaboly.
Em 1955, a tira diária é assumida por por Ralph Stein. No final de 1958, seguindo o desejo do King Features para poupar dinheiro, Bud Sagendorf, ex-assistente de Segar e responsável pelas revistas em quadrinhos, assume a tira de jornal. Suas páginas, publicado em 1959, mostrar o estilo que ele desenvolveu durante doze anos ilustrando as revistas, mostrando um estilo um pouco diferente da Segar. Em 1986 Sagendorf abandona tira diária para se dedicar mais tempo à sua família, continuando a prancha dominical até a sua morte em 1994.
King Features escolheu para sucedê-lo no tira diária o autor underground Bobby London, o estilo é muito influenciado por Segar. O syndicate hesita até mesmo para realizar esta experiência, em 1986, a tira diária Popeye deixa de circular em muitos jornais americanos, embora continuasse a ser publicada no resto do mundo.
Após a morte de Sagendorf, o experiente Hy Eisman assumiu a prancha dominical.

Revistas em quadrinhos e especiais
Popeye teve revistas em quadrinhos pelas editoras Dell Comics, King Comics, Western Publishing, Gold Key Comics, Charlton Comics, Ocean Comics e atualmente, IDW Publishing.
Em 1946, a Dell Comics encomendou histórias a Bud Sagendorf para publicar na revista Four Color, em 1948, a editora resolveu publicar uma revista solo do personagem também produzida pelo cartunista.
Em 1962, a revista em quadrinhos passou a ser publicada pela Western Publishing (que desfez uma parceria que existia entre ela e a Dell desde 1938) e mudou o nome para Popeye the Sailor, em 1966, a King features lançou seu próprio selo, o King Comics. Quando Charlton Comics comprou os direitos no final de 1967 Sagendorf decidiu dedicar-se à tira de jornal.
Após a saída de Sagendorf, Charlton Comics designou o ilustrador George Wildman e o roteirista Joe Gill. O primeiro número apareceu no final de 1968 (com uma capa com data de fevereiro 1969). Ambos os autores realizam 45 números até 1976, e em 1972 uma série de cinco revistas educativas, onde Popeye demonstra aos jovens leitores profissÕES que podeM querer exercer mais tarde, Popeye the Sailor and Careerss. Depois de um hiato de três anos, Popeye tem 31 edições publicadas pela Gold Key Comics (selo da Western) entre 1979 e 1984.
De 1984 a 2012, Popeye não é mais foi publicado regularmente em revistas quadrinhos. Duas edições especiais escritas por Bill Pearson foram publicados em 1987 e 1988 pela Ocean Comics, versões mais adultas e realista dos personagens. Em 1999, por ocasião do 70 anos do herói, o roteirista Peter David descreve o casamento de Popeye e Olivia em uma revista one-shot que atrai a atenção da mídia. Em 2012, a IDW Publishing decidiu relançar a série.
O revival é confiado ao roteirista Roger Langridge associado com vários ilustradores, para garantir uma publicação mensal. Doze edições são publicados, coletados em três encadernados.
Ainda em 2012, Langridge participou do álbum tributo Revoilà Popeye, publicado na França, nele há trabalhos de Caritte, ced, Lorenzo Chiavini, Michel Colline, François Duprat, Frédéric Duprat, elric, Filak, Pierre Gabus, Stéphane Girod, Goupil Acnéïque, Hendko, Jii, Abraham Kadabra, Kaouet, Kim, Le Cil Vert, Le Fred Blin, Lectrr, Loco, Fred Neidhardt, Nemo7, Álvaro Ortiz, Pochep, Sergio Ponchione, Radi, Romuald Reutimann, Saive, Samos, Loïc Saulin, Robert Sikoryak, Thibaut Soulcié, Lucas Varela, Waltch, Wayne, Wouzit, Paul Burckel, Delaf e O.Groj.
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A IDW também publicou edições especiais periódicas, como um crossover com Mars Attack! assinado Terry Beatty e Martin Powell publicado em 2013. Em 2014, ela lançou o total de dois volumes de encadernados com tiras de jornal de Bobby London.
Quadrinhos no Brasil
No Brasil, os quadrinhos do Popeye também se tornaram muito famosos, foram publicados pela primeira vez em 1932 no jornal Diário de Notícias. Nessa época Popeye e Olívia tiveram os seus nomes traduzidos nas primeiras publicações, Popeye se chamava “Brocoió”, Olívia “Serafina”. Porém os nomes não fizeram sucesso, e acabaram mudando para os que são conhecidos até hoje em dia. Em alguns antigos gibis do Popeye outros personagens também tiveram outras traduções para os seus nomes, o bebê Gugu já foi chamado de “Zezé” (não só nos quadrinhos, mas também na dublagem paulista de Popeye o Filme), e o Dudu chegou a ser chamado de “Pimpão”. O personagem também seria publicado na revista O Tico-Tico da editora O Malho.
Em 1935, Popeye estreou no Suplemento Juvenil do jornalista Adolfo Aizen, em 1939, passa a ser publicado em O Gibi do jornalista Roberto Marinho, entre 1953 e 1961, teve uma revista própria publicada pela EBAL, editora de Adolfo Aizen Na década de 1970, teve revistas publicadas pelas editoras Rio Gráfica Editora de Roberto Marinhho, Abril e Saber, na década seguinte, pelas editoras Bloch e Globo, além de um especial pela L&PM, em 2001, ganhou uma outra edição especial pela Opera Graphica. Em 2012, uma nova revista foi lançada pela Pixel Media, selo de quadrinhos da Ediouro Publicações, que foi publicada até 2013 e teve sete edições, após o fim da revista, a editora publicou as edições especiais Super Popeye (2014), trazendo histórias roteirizadas por Roger Langridge para a IDW e Popeye Clássico (2016), com histórias de Bud Sagendorf.

“Popeye - the saylor man” (1933) Foi o primeiro curta metragem do Marinheiro popeye, na qual é marcado também pela participação especial de Betty Boop dançando hula hula ao lado de popeye, esta cena inclusive foi considerada imprópria na época e banida, o motivo era Betty Boop estar semi nua, esse desenho também é marcado pela introdução da música tema do popeye, apesar do desenho ser creditado à Betty Boop o personagem principal é o popeye, Betty faz apenas uma pequena aparição no desenho

Fleischer Studios (1933 / 1942)
Em 1932, o Fleischer Studios conseguiu a licença para adaptar os quadrinhos Popeye para os cinemas, no ano seguinte, o personagem apareceu em um curta-metragem de animação da personagem Betty Boop, Popeye the Sailor.[24] Logo, Popeye estrelou vários outros curtas de cinema, produzidos pelo “Fleischer Studios”, que após sere comprado pela Paramount Pictures, mudou de nome e passou a se chamar “Famous Studios”. Tempos depois estreou também na televisão, as séries King features Syndicate TV e Hanna Barbera.
Os episódios dessa época, foram produzidos originalmente em preto e branco para o cinema, e foram colorizados em 1987 para serem exibidos na TV.
No Brasil essa fase mais antiga foi exibida na Rede Globo, no Cartoon Network, Boomerang e Tooncast (2008 - atualmente). Curiosamente estes episódios só puderam ser dublados pela Herbert Richers em 1996, pois a Herbert dublou primeiro (em 1966) os episódios feitos em animação limitada pela “King Features Syndicate TV”, e só pode dublar os clássicos dos anos 30, 40 e 50 já na década de 1990. Alguns episódios dessa época, também chegaram a ser dublados antes na Cinecastro (na década de 1960), mas a dublagem da Herbert Richers se tornou mais conhecida por ser muito exibida na TV.
A maioria dos episódios de 1930 foram regravados alguns anos depois na versão dos anos 50 do Popeye, as únicas diferenças eram os roteiros e a atuação dos personagens.
Uma das características mais marcantes destes episódios, é o fato de que em muitas cenas os personagens aparecem falando sem mover os lábios. Normalmente quando isso acontece, as falas seriam como se fossem os resmungos, ou pensamento dos personagens em questão. Na dublagem em português, essas cenas podem ficar parecendo ser alguns improvisos feitos pelos dubladores, mas na verdade, também estão presentes no áudio original.

Famous Studios (1942 / 1957)
O “Famous Studios” na verdade era o próprio “Fleischer Studio” rebatizado depois de ser comprado pela Paramount Pictures.[25]Durante os anos de 1942 e 1943 o estúdio chegou a produzir 14 curtas ainda em preto e branco, e a partir do episódio “Her Honor The Mare”, os desenhos passaram a ser produzidos em Tecnicolor. Nesta época Popeye passou a usar sempre o seu uniforme branco de marinheiro, e deixou de ser um “marinheiro caolho”, passando a abrir de vez em quando o olho direito, que antes estava sempre fechado, e em alguns momentos ficando com os dois olhos abertos. Olívia, em alguns destes episódios, começou a usar camisetas de mangas curtas e sapatos de salto alto, e permaneceu assim até o episódio “Hits and Missiles” (“Os Mísseis”) produzido pela King Features Syndicate TV, e depois disso voltou a usar as roupas de antes.A dublagem brasileira mais conhecida dessa fase também foi feita em 1996 pela Herbert Richers. Alguns episódios contudo, também tiveram outras dublagens além desta, algumas feitas anteriormente na Cinecastro para as primeiras exibições no Brasil, e outras feitas depois pela BKS, e Marshmallow (essas podem ser encontradas em alguns DVDs não oficiais do Popeye atualmente).Junto com a “fase Fleischer”, os desenhos do “Famous Studios” (feitos para cinema) também nunca chegaram a ser exibidos na Rede Record, que exibiu somente episódios feitos para a televisão, considerados nos Estados Unidos como os mais fracos.Um dos episódios marcantes da fase do Famous Studios é: Vamos para o Rio “We’re On Our Way To Rio” (1944), no qual é mostrado o Brasil. No curta , aparecem Popeye e Brutus andando por terras brasileiras, montados em um boi, cantando e tocando violão, até que eles avistam ao longe a paisagem do Rio de janeiro, e seguem para lá. No Rio, eles param em um restaurante com música, aonde encontram uma Olívia Palito vestida de Carmen Miranda, pela qual começam a disputar a atenção. O episódio também mostra a Olívia cantando a música “Samba Lelê” em português e em inglês; e Popeye tentando, sem sucesso, dançar samba, e só conseguindo após comer espinafre.Em 1948 também foi produzido “Olive Oyl for President” que era um remake do curta “Betty Boop for President” de 1932.
Famous / Paramount continuou produzindo a série Popeye até 1957, com Spooky Swabs sendo o último dos 125 curtas do Famous Studios na série. Paramount, em seguida, vendeu o catálogo de curtas do Popeye a Associated Artists Productions, que foi comprada pela United Artists em 1958[26] e em 1981 se fundiu com a Metro-Goldwyn-Mayer,[27] que foi comprada pela Turner Entertainment em 1986.[28]Turner vendeu parte da produção da MGM/UA pouco depois, mas manteve o catálogo de filmes, dando-lhe os direitos para a biblioteca de curtas do Popeye.
Em 1987 todos os curta-metragens de Popeye produzidos entre 1933 e 1942 em preto e branco passaram por um processo de colorização na Coreia do Sul que foi realizado pela Turner Entertainment que havia adquirido os direitos dos episódios clássicos de Popeye na época.[29]Porém muitos historiadores de animação alegam que a colorização foi realizada de maneira desleixada fazendo com que os curtas perdessem sua qualidade de animação.
Além de ter prejudicado alguns dos movimentos da animação, a colorização também cometia certos erros em alguns letreiros dos créditos iniciais (como escrever “Paramount Pictupts” em vez de “Paramount Pictures”), outro erro ortográfico é no episódio “A Clean Shaven Man”, onde aparece escrito na vitrine da barbearia do Dudu “Wimby’s Bbep Shop”, enquanto na versão original era “Wimpy’s Barber Shop”.
Turner se fundiu com a Time-Warner em 1996,[30] e Warner Bros. (através da sua filial Turner), portanto, atualmente controla os direitos sobre os curtas cinematográficos do Popeye.[31]
Estes episódios colorizados foram muito exibidos na TV Paga pelos canais Cartoon Network (nos anos 90 e anos 2000) e Boomerang[31] (em 2005 e no início de 2006) e Tooncast pertencentes a Turner. Porém os dois canais possuem as duas versões dos episódios, as originais em preto e branco e as colorizadas, e exibem tanto uma quanto a outra em sua programação, porem sempre com a mesma dublagem feita na Herbert Richers em 1996.
Na TV Aberta os episódios colorizados e dublados em 1996 foram exibidos pela Rede Globo durante 1996 até o início de 2000, e também em 2006 como “tapa-buracos” de madrugada.
Depois de passar pela Globo, e pelo Cartoon Network, em abril de 2005, esses episódios começaram a serem exibidos também no canal Boomerang aos sábados. O Boomerang chegou a exibir vários destes curtas em ordem cronológica, começando pelo primeiro de 1933 “Popeye the Sailor”, até os do final dos anos 50 (do Famous Studios). Essa fase também era exibida de segunda à sexta dentro da “Hora Boomerang”, junto com episódios dos Looney Tunes dos anos 40 e Mr. Magoo.
Estranhamente, estes episódios de 1930 e 1940 feitos para cinema, nunca chegaram a ser exibidos pela Rede Record, quando esta tinha os direitos de exibição sobre as produções do personagem entre 2008 à 2011. Mas apesar disso a Record chegou a exibir algumas chamadas com cenas dessa 1ª fase do Fleischer Studios, porém o canal apresentou somente os episódios feitos para TV pela “King Features” de 1960, e da “Hanna Barbera” de 1970 e 80, que são de uma qualidade inferior.

King Features Syndicate TV (1960 / 1962)
Na década de 1960 os desenhos da turma do Popeye começaram a ser produzidos para a televisão, pela King Features Syndicate coproduzido com os estúdios Jack Kinney Productions, Rembrandt Films, Halas and Batchelor, Larry Harmon Pictures, TV Spots, Paramount Cartoon Studios (anteriormente chamado de Famous Studios) e Southern Star Entertainment.[32] Mas os episódios dessa época não tinham tanta qualidade quanto os curtas-metragens anteriores feitos em 1930, 40 e 50 para o cinema, diferente deles, os curtas da King Features eram feitos diretamente para a TV tinham um orçamento menor e eram produzidos através de animação limitada, e com isso os designers dos personagens e a animação ficaram bem mais simples e mal desenhados. Por causa disso muitos fãs do Popeye nos Estados Unidos consideram essa a pior fase das animações do marinheiro. Um outro motivo que faz com que estes episódios sejam considerados fracos, são as histórias que passaram a ficar muito infantilizadas e ingênuas. Além disso,ainda houve várias mudanças nas personalidades de alguns personagens; por exemplo o Gugu que perdeu o aspecto “indefeso”, e passou a falar como uma criança mais velha (diferente de como ele era mostrado nos Fleischer Studios, onde ele nem sabia falar palavras completas, e apenas fazia ruídos de bebê), Olívia Palito passou a gritar mais nos desenhos (como se fosse “versão exagerada” de como ela era nas primeiras aparições nos anos 30); além disso, nesta nova fase Olívia passou a ser mais intolerante com Popeye, trocando-o pelo Brutus sempre que demonstrasse ser mais fraco que ele. Foi nesta fase em que houve também a mudança de nomes de “Bluto” para “Brutus”, por conta de direitos autorais, uma vez que o syndicate pensava que Bluto tivesse sido criado no Fleischer Studios.[33]
[34] Uma curiosidade é que esses episódios são alguns dos últimos a serem produzidos nos Estados Unidos, mas no Brasil eles foram os primeiros a serem dublados pela Herbert Richers (foram dublados no final da década de 1960), e os que foram feitos antes desses, a Herbert só pode dublar nos anos 90.
Mesmo tendo uma qualidade de animação muito baixa, essa fase se tornou mais conhecida no Brasil nos últimos anos, o que pode até dar um pouco de má fama às animações do Popeye, e passar uma ideia errada para quem não conhece os antigos episódios. Os desenhos da King Features ficaram mais conhecidos pelo fato de que nos anos 80 e 90, o SBT os exibia muito em sua programação, e depois pela Record entre 2007 e 2009, e em 2012 também passaram a ser exibidos pela Band, a partir do dia 14 de novembro.
Apesar da maioria dos episódios dessa época serem feitos em animação limitada, e terem traços mal desenhados, existem alguns que conseguem lembrar um pouco a animação e o estilo das fases mais antigas; o motivo disso é que para a produção de alguns destes episódios, foram contratados antigos artistas que trabalhavam na Paramount. Havia um pool de produtores, que variavam desde a Larry Harmon Productions (responsável pelo palhaço Bozo e na qual trabalhavam os fundadores da Filmation) e Gene Deitch, também conhecido pela temporada de 1961-1962 do seriado Tom & Jerry. Alguns dos curtas dos anos 60 que continuaram a serem produzidos pela equipe da Paramount trouxeram de volta o “traço bem desenhado” utilizado no Famous Studios, e histórias de melhor qualidade, além de recuperar a antiga personalidade da Olívia dos anos 30, 40 e 50, e voltar a retratar o Gugu como um bebê que não sabe falar. Alguns exemplos desses episódios são: “Me Quest for Poopdeck Pappy”, “Baby Contest”, “The Wiffle Bird’s Revenge”, “The Medicine Man”, “Robot Popeye” e “The Valley of the Goons”.
Curioso é que embora na maioria dos curta metragens dessa época Popeye use uniforme branco, o curta Churrasco para Dois (“Barbecue for Two” de 1960) volta a mostrá-lo com seu antigo uniforme escuro usado nos desenhos de Max Fleischer na década de 1930.

Hanna-Barbera (1978 / 1988)
Nos anos 70 a King Features Syndicate (dona dos direitos dos quadrinhos da turma do Popeye) fez um contrato com a Hanna-Barbera para produzir novas séries de desenhos animados do marinheiro. Nestes episódios da Hanna-Barbera, Popeye voltou a usar seu uniforme azul marinho com três botões amarelos na frente e de costas vermelha, mas manteve o boné branco da Marinha que ele usava nos anos 50 e 60. A KFS descobriu que Bluto era uma criação de Segar e a HB pode usar seu nome original.
A Hanna-Barbera, primeiramente produziu duas séries diferentes do marinheiro e sua turma em novas aventuras, a primeira foi: “The All New Popeye Show” (1978-1981), e a segunda: “Popeye and Olive Comedy Show” (1981 – 1983).
Depois a Hanna-Barbera lançou a terceira e última série: “Popeye and Son” (1987 – 1988), no qual Popeye se casou com Olívia, com quem gerou o seu filho Popeye Júnior, porém esse último desenho não fez muito sucesso, por que deixou de lado um pouco as aventuras da turma original, e se concentrou mais nas aventuras dos filhos das personagens.
As fases da Hanna-Barbera foram exibidas no Brasil pela Rede Globo na década de 1990, pela Record entre 2007 e 2009, e entre 2012 e 2014 pela Band.
Assim como vários personagens de desenho animado da época, o Popeye também teve episódios retratando a segunda guerra mundial, episódios esses que são banidos da tv nos dias de hoje.
Algumas das várias referências ao Popeye na cultura pop mundial

Em 1980 foi lançado um filme em live action com Robin Williams como Popeye, o filme não fez tanto sucesso, mas ajudou a revelar o talento do ator ao mundo.
Em 2002, Popeye aparece na vigésima posição da lista "50 grandes personagens dos desenhos animados de todos os tempos" do TV Guide
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